<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-364497911226993260</id><updated>2012-01-21T10:06:22.118-08:00</updated><title type='text'>Karel Odhara</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://karelodhara.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://karelodhara.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Karel Odhara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06853681284926376829</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>43</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-364497911226993260.post-3487215154313516469</id><published>2012-01-05T15:01:00.001-08:00</published><updated>2012-01-05T15:44:30.454-08:00</updated><title type='text'>Palavras descompromentidas</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;“Ria-se,alma, ria-se de mim/ Rirei então e enfim, quando vir o teu riso no ralo.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Essas palavras, talvez em outra ordeme com outro sentido, foram escritas pelos idos da década passada, provavelmenteno ano de 2002 ou 2003, não sei bem. Trata-se de palavras que escrevi paraCristina. Pode a alma rir-se, pode este verbo ser pronominal? Pode este serdedicar-se tantos minutos a uma escrita tão descompromentida? Pode! Pode sim.Se este ser um dia escrever palavras que mereçam carmim, pelo menos terápraticado a escrita digitada, o que lhe dará certa destreza para utilizar esteaparato.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Falando em aparato, uma palavra que com elarima é artefato. Artefato, a palavra, meu artefato. Não tenho outro, tenteialgumas vezes fazer uns rabiscos que por alguns segundos chamei de desenhos,mas descobri, embora as pessoas, amigos artistas plásticos com quem travo longasconversas não admitam, que a obra com a palavra pode assemelhar-se com a obrapraticada com as formas e as cores e os conteúdos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Não saberia mesmo dizer, sem antes fazer umareflexão com apontamentos, explicar o que efetivamente quero dizer com isso, oque é palavra, o que é sentido. Não posso (a não ser, claro, em uma escritadescompromentida), preciso pensar em que medida a palavra apresenta a imagem,como a palavra – qual conceito mesmo a linguística lhe deu? – se desdobra nahora que é pronunciada. Com efeito, precisaria entender se uma palavra não tem qualquerdesdobramento num livro que nunca é aberto. Poderia dizer que uma palavra não épalavra simplesmente porque se encontra num livro que nunca é aberto? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Vamos imaginar que Carlos Drummond de Andradehá escrito por aí um poema que nunca foi encontrado entre os seus papéis, digamosque esse poema siga até hoje na gaveta de uma estante da casa de alguma tia queele frequentou quando era criança e que jamais, depois que ele depositou essepoema aí, qualquer pessoa voltou a tocar nesse papel, inclusive ele. Imaginoentão que, nesse poema imaginado, Carlos Drummond de Andrade criou uma palavrada qual nunca mais se recordou. Melhor. Imaginemos que essa foi o primeironeologismo que o poeta criou. Tem forma essa palavra? Tem conteúdo essapalavra? Tem matéria? Ora, essa palavra não existia até há poucos minutos,quando resolvi colocar minhas mãos neste computador a fim de escrever palavrascompletamente descompromentidas. Mas agora existe, porque eu lhe dei vida(vida?).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Há sem dúvida, podem procurar os seusbiógrafos e pesquisadores, na gaveta de uma estante de alguma tia sua cuja casao poeta frequentou na infância, ou na adolescência, um poema no qual ele fez oprimeiro neologismo. Podem procurar. Era uma tarde, ele havia saído paracaminhar um pouco antes de jantar com a tia e os primos, viu pessoas sofrentesque passavam desatinadamente por uma praça onde ele se sentou para tomar um ar,viu seres viventes que voavam como os pombos cagantes ‑ em toda boa praça, sejaela monumental, como as que tenho visitado aqui em Santiago, seja minúsculacomo a que frequento em Santa Maria, há sempre pombos cagantes que comem o queas pessoas sofrentes deixam cair, porque as pessoas sofrentes sempre comem algonas praças.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Mas voltando ao poeta, estava esperando atéque o sol se pusesse atrás de uma casinha antiga, estilo colonial, em algumbairro que hoje tem outro nome no estado de Minas Gerais, quando essa lhe veioà cabeça, relacionava o pombo com a gente toda que frequentava aquela praça tãoapreciada (na verdade o motivo de suas visitas à casa da tia era poderfrequentar a praça no fim da tarde, poder ver a gente a caminhar e os pombos acagar).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Então, existe essa palavra que o poeta criouou não? Está lá, na segunda gaveta da esquerda para a direita num conjunto dequatro gavetas que há nessa antiga estante de cerejeira na casa de uma tia hámuitíssimo morta do poeta? Bem, algum desavisado pode dizer mas o poeta nãofrequentava a casa de nenhuma tia. Eu contesto com segurança: como não, se elatem uma estante de cerejeira com quatro gavetas em uma das quais o poetacolocou um poema com o seu primeiro neologismo relacionando a gente aos pombosque moram na praça? Como não, se podem confirmar abrindo a segunda gaveta daesquerda para a direita e encontrar, em um papel amarelento e com caligrafia deum jovem de uns quinze anos uma palavra que o poeta inventou? Como não? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Essa palavra apenas não existiria se o poeta,nessa tarde quente ‑ era verão seguramente, os sobrinhos sempre visitam as suastias no verão ‑, não a houvesse visitado e tivesse escrito um poema depois dechegar da praça onde esteve algumas horas a observar as pessoas sofrentes, ospombos cagantes. Como não, se foi no caminho dessa praça para a casa da tia queo poeta encontrou uma famosa pedra?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/364497911226993260-3487215154313516469?l=karelodhara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://karelodhara.blogspot.com/feeds/3487215154313516469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=364497911226993260&amp;postID=3487215154313516469' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/3487215154313516469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/3487215154313516469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://karelodhara.blogspot.com/2012/01/palavras-descompromentidas.html' title='Palavras descompromentidas'/><author><name>Karel Odhara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06853681284926376829</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-364497911226993260.post-968439113962588980</id><published>2012-01-03T14:08:00.001-08:00</published><updated>2012-01-04T03:43:36.659-08:00</updated><title type='text'>B</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Em Buenos Aires os dias estão bastantequentes, sem chuva, assim como em Santiago do Chile (disse-me uma Estrella,assim se chama a chica que me recepcionou no Atacama Hostel, que por essasbandas dos Andes não chove pelos próximos noventa dias). Não vim para trepar,nem para comer comida crua e sem sal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Bem, depois de alguns dias de tédio por nãohaver feito amizade com nenhum portenho interessante, conheci um paulista quemerece ser nomeado, mas que não o farei para não comprometê-lo. Pessoa bastanteagradável, em crise porque conquistou um quê de futilidade que lhe custa algumashoras de sono e várias dezenas de reais com analista a fim de conseguir recuperarpelo menos quarenta por cento do que foi antes de se mudar para Porto Alegre,onde conheceu o mundo gay, se aceitou, se formou em jornalismo e onde começousua carreira como jornalista e como assessor de moda, criou um site, mudou-separa Buenos Aires, aprendeu a gostar de coisas caras e a transar com até (oupelo menos, vai saber) quatro caras em apenas uma tarde numa sauna gay.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Céus, como pode? Não sei se poderia, quandotranso com um cara em uma noite, para mim já representa um “esforço”. Esforçoporque tenho que fazer todo um ritual para me envolver em uma relação corporalque sei não ter a mais mínima possibilidade de evoluir para um envolvimentoemocional, ao mesmo tempo em que preciso fazer um esforço enorme, este, sim,sem aspas, para não me envolver emocionalmente com pessoas interessantíssimasque querem apenas o envolvimento com meu intelecto e que rejeitam o meu corpo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;“As pessoas têm problema”, disse ao sereferir a um dos caras com quem transou em uma sauna de Buenos Aires. Isso porquê? Por que o cara queria alguns minutos de conversa depois da transa e porqueperguntaram (os quatro da vez) se ele gostara do sexo? Se ele soubesse queoutros tantos tipos de problema as pessoas podem ter! Mas ele não sabe? Sabe,claro que sabe, passamos uns bons minutos conversando sobre como as pessoas seencontram perdidas nesse mundo de meu deus, ora, o que é a “coisa”, termo porele utilizado, que leva as pessoas a procurarem algo num mundo virtual...? (Oua coisa é o mundo virtual?)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Nesse ponto, preciso fazer uma digressão.Quantas e quantas horas não passo na internet com a intenção de que um príncipemontado num bit cavalo bit branco bit a declamar poesias de Lezama Lima, bit,poebitta cubano que me eriça os pelos da nuca, alguém bit que bitme queira bitamar e ser bit amado por bitmim, alguém, céus!, que tenha coragem de bit dizerque tem desejo de ter coragem, bit bit bit, alguém que ouse, que grite a plenosbit pulmões que a poesia é a única saída. Mas bit essa pessoa – com bit direitoa cavalo branco bit e poesia de Lebitzama Libitma recitada com voz rouca depaixão demente – existe. Ela existe, sou eu, é ele, é um bit universo inteirode pessoas que querem, sim, elas querem AMAR, não aceitam apenas se entregarem(ao menos sem ter que pagar analistas) a relações carnais com pessoas carnais eque dizem estar apenas interessadas em sexo, sexo, bit, a câmera do &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;lap top&lt;/i&gt; suja de porra. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Bit, vamos aos fatos, quem nunca semasturbou, da minha geração, depois de ter consultado escrupulosamente imagensde sexo, bit bit bit (aaahhhhh). E o amor onde fica? Nos mega bytes que pagamospara poder viver uma vida que não é nossa. Entregamos o nosso amor, trocamos onosso amor por bit bit bitssssss (huuummm).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Não adianta crescer sem antes entender paraque lado vai o movimento. Pode até dizer que tem pênis de 30 centímetros, podeaté dizer que tem um corpo sarado e liso, pode, sim, diga, vai, diga, tenho umapemba de 30 centímetros (grossa, claro, porque a espessura é mais importanteque o tamanho da pica) e que meu corpo é maravilhoso e deleitável. Posso, querver? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Augusto entra na sala...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Digo...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;30 CM BSB HXH entra na sala...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;O que vc procura?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Por isso o Augusto, bit bit bit AubitgusbittoRobitdrigubites debit Lbintimida não existe para recitar poesia de Lezama Lima,poeta gay cubano, porque esse augusto poeta gay brasiliense já não troca tantaporra por bytes como antes de descobrir que pode ter amigos de verdade (algunscom quem transaria, transou, outbit).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Outra pica de 30 cm pra meter no meu rabo...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Viu?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Ele, com toda a tranquilidade que mostrou emtodas as conversas, pareceu até alguém sereno, embora dissesse o contrário.Manipulava o seu iphone como eu manipulo estas e as suas palavras, comomanipulo o meu pau e como manipulo os livros que leio tentando esquecer quebit, porra, não quer foder? (– Não, quero amar! Diz o espírito patéticoinscrito em mim)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;– Mas, bit, porra, diz o espírito que biteusme deu, amar é se foder...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Bit&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Fim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/364497911226993260-968439113962588980?l=karelodhara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://karelodhara.blogspot.com/feeds/968439113962588980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=364497911226993260&amp;postID=968439113962588980' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/968439113962588980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/968439113962588980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://karelodhara.blogspot.com/2012/01/b.html' title='B'/><author><name>Karel Odhara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06853681284926376829</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-364497911226993260.post-7127140417048399696</id><published>2011-11-27T06:00:00.000-08:00</published><updated>2011-11-27T06:01:16.378-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Procurava um adjetivo para associar a minha vida, porém cada verso sobre mim é uma canção que o fogo queimou sobre um piano, uma nota escrita em um guardanapo de lanchonete de quinta, é uma dor faminta, um desespero sem voz ou verbo, é, sim, um acerbo gosto de madrugada sem fim, um ermo, uma gruta de marfim, um jardim. A minha vida é assim: pura felicidade!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/364497911226993260-7127140417048399696?l=karelodhara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://karelodhara.blogspot.com/feeds/7127140417048399696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=364497911226993260&amp;postID=7127140417048399696' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/7127140417048399696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/7127140417048399696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://karelodhara.blogspot.com/2011/11/procurava-um-adjetivo-para-associar.html' title=''/><author><name>Karel Odhara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06853681284926376829</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-364497911226993260.post-4000533002500768287</id><published>2011-11-14T13:47:00.000-08:00</published><updated>2011-11-14T13:47:10.821-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Rio de Janeiro, 14 de novembro de 2011.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Disseram-me que meu talento vale menos que um &lt;i&gt;lap top&lt;/i&gt;. Evoluí, pois também já me disseram que não tenho talento. Devo acreditar. Especialmente porque quando leio e releio este, meu querido diário, percebo, se me salvam algumas linhas que não mereceriam ir para o fogo, é porque identifico nelas alguma poesia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mas o que fazer, se mesmo tendo talento curto ou nulo, não consigo parar de pensar em escrever? É o talento uma conquista do trabalho ou uma dádiva inata? Não posso saber. Posso dizer que quem tem talento ou genialidade nunca deixa de trabalhar e sonhar. Eu trabalho e sonho. Ah, Javiera, o esforço visto na poesia não poderia mesmo agradar a todos os espíritos, nada poderia por diversos que são! Talvez, quem vê pouco talento em mim precise mesmo de lentes de aumento, talvez, quem não o vê precise mesmo de novos olhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Certo... meus olhos são vulgares. Mas isso não quer dizer que sejam pouco exigentes. Acontece que eles veem beleza no esforço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; (Ontem um mendigo veio a amargar meu lanche, já não estava como me agrada. Chovia e ameaçava chover, como agora vem a ameaça pela janela do quarto andar.)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A poesia me espera em Brasília e já quero voltar. Como será em Buenos Aires e no Chile? A poesia me espera e não quero voltar, pois a poética de qualquer lugar que não seja Brasília parece me chamar como uma canção antiga tocada do alto de minha janela. Talvez minha alma seja colonial, por isso meu espírito quer evoluir. Como não pensar que mereço amor se meu espírito pulsa para expandir, extrapolar, extravasar?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Como me fere quem assim me diz e como me desafia! Mas não posso me sentir desafiado, que repudio qualquer querela que não me faça crescer. Por isso, os que talento em mim não veem olharam, mas não viram. Olharam, mas não viram. Não posso culpá-los. Eu é que me escondo quando me mostro. Quando me exibo, mostro apenas aquilo que não assusta e inibe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Exceto àqueles que são mais sensíveis do que parecem/mostram ser. E eu? Eu vejo, eu sempre vejo, não consigo não ver o mais belo que cada espírito tem. Falar assim é bazófia, mas isso Cristo me ensinou quando me disse para segui-Lo. Embora pareça tê-Lo abandonado, apenas deixei de amar as palavras vazias que os pastores disseram ser Suas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Por que falar d’Ele? Apenas para deixar o rio correr. Estas águas por sobre as quais Ele passou.&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/364497911226993260-4000533002500768287?l=karelodhara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://karelodhara.blogspot.com/feeds/4000533002500768287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=364497911226993260&amp;postID=4000533002500768287' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/4000533002500768287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/4000533002500768287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://karelodhara.blogspot.com/2011/11/rio-de-janeiro-14-de-novembro-de-2011.html' title=''/><author><name>Karel Odhara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06853681284926376829</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-364497911226993260.post-3806607503529592804</id><published>2011-10-18T10:28:00.000-07:00</published><updated>2011-10-18T10:28:44.000-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Zanzo louco como um cachorro rouco&lt;br /&gt;a ladrar de madrugada.&lt;br /&gt;Onde está o amor que Sara?&lt;br /&gt;Procuro as pedras que dizem de mim&lt;br /&gt;e sentem, assim, feito fagulhas de passaredo no céu,&lt;br /&gt;um rochedo, um solo firme em que pisar meus pés.&lt;br /&gt;Mas, amigo, até ao cão que grita incessantemente na alta calada&lt;br /&gt;falta a voz, essa foz que jorra pra derramar sua saudade&lt;br /&gt;e dar na rocha uma facada:&lt;br /&gt;o grande rio que escorre alimentado por igarapés,&lt;br /&gt;o nada-cós que nos rasga e une ansiedade.&lt;br /&gt;E o cão pouco sonha homem o seu latir sonoro,&lt;br /&gt;inventa rimas de ardor canoro.&lt;br /&gt;Um grito, eu choro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/364497911226993260-3806607503529592804?l=karelodhara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://karelodhara.blogspot.com/feeds/3806607503529592804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=364497911226993260&amp;postID=3806607503529592804' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/3806607503529592804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/3806607503529592804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://karelodhara.blogspot.com/2011/10/zanzo-louco-como-um-cachorro-rouco.html' title=''/><author><name>Karel Odhara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06853681284926376829</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-364497911226993260.post-726864183113278424</id><published>2011-05-05T17:55:00.000-07:00</published><updated>2011-05-05T18:59:50.198-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>POEMA AO FRUTO DO MAR&lt;br /&gt;POEMA AMAR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o melhor fruto do mar é a vida&lt;br /&gt;então quero minha líquida mãe para&lt;br /&gt;afagar-me os pés cansados&lt;br /&gt;A alma, que se dane a alma &lt;br /&gt;que sentir só quer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Água mãe, fruto mar&lt;br /&gt;bem-me-quer&lt;br /&gt;Leva-me, terra, para o seu abrigo intransponível,&lt;br /&gt;para o seu eterno quedar&lt;br /&gt;e apodrecer e que a água &lt;br /&gt;me lave o mar,&lt;br /&gt;me leve amar, leve,&lt;br /&gt;como o orvalho&lt;br /&gt;na folha sadia&lt;br /&gt;de primavera&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe, leva-me para o &lt;br /&gt;mar porque lá quedar&lt;br /&gt;SEPITERNAMENTE&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/364497911226993260-726864183113278424?l=karelodhara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://karelodhara.blogspot.com/feeds/726864183113278424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=364497911226993260&amp;postID=726864183113278424' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/726864183113278424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/726864183113278424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://karelodhara.blogspot.com/2011/05/poema-ao-fruto-do-mar-poema-amar-se-o.html' title=''/><author><name>Karel Odhara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06853681284926376829</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-364497911226993260.post-1416901534641076011</id><published>2011-02-26T11:09:00.001-08:00</published><updated>2011-02-26T11:10:09.095-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>se me esqueço, se não me lembra, se apago o pensamento de ser novo quando esfrego os olhos ao acordar? não me esqueço, não apago, apenas adio. ensaio pensar e não ser como se fosse possível; ensaio sonhar e não ser como se fosse possível; ensaio o impossível. então minha vida é tinta azul.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/364497911226993260-1416901534641076011?l=karelodhara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://karelodhara.blogspot.com/feeds/1416901534641076011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=364497911226993260&amp;postID=1416901534641076011' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/1416901534641076011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/1416901534641076011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://karelodhara.blogspot.com/2011/02/se-me-esqueco-se-nao-me-lembra-se-apago.html' title=''/><author><name>Karel Odhara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06853681284926376829</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-364497911226993260.post-2620303243418852438</id><published>2011-01-07T04:29:00.000-08:00</published><updated>2011-04-16T18:02:00.315-07:00</updated><title type='text'>ORAÇÃO ONÍRICA</title><content type='html'>sou uma pluma que se soltou&lt;br /&gt;das alvas asas de uma águia&lt;br /&gt;no mais alto da mais alta montanha&lt;br /&gt;e deslizou nas macias asas dos ventos&lt;br /&gt;até pousar na superfície do rio&lt;br /&gt;que corre suave no mais profundo do vale&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/364497911226993260-2620303243418852438?l=karelodhara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://karelodhara.blogspot.com/feeds/2620303243418852438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=364497911226993260&amp;postID=2620303243418852438' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/2620303243418852438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/2620303243418852438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://karelodhara.blogspot.com/2011/01/oracao-onirica.html' title='ORAÇÃO ONÍRICA'/><author><name>Karel Odhara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06853681284926376829</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-364497911226993260.post-3592288690264899216</id><published>2011-01-06T01:21:00.000-08:00</published><updated>2011-06-05T08:45:58.172-07:00</updated><title type='text'>DANÇA DA MORTE</title><content type='html'>Não sabemos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desconhecido nos assusta e encanta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sabemos o ritmo desta dança&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas estamos a valsar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vou como quem diz: existe vida após a morte?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, agora eu sinto o peito arfar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se já quase morri afogado à beira-mar,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sensação é de dançar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Freneticamente sobre um rio congelado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o sol nos desafia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando nos levar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou ele leva ou mar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valse comigo sobre o gelo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou até nossos corpos quentes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tornarem as águas correntes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para nos acorrentar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe vida após amar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou tudo começa quando te ouço falar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o fogo puericida nos laçar com sua chama ardente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rasgando como arquecida a lembrança da paixão demente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vou dançar e me esquecer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou andar sobre as águas, morrer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dançar e morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valsar ou morrer,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amar, morrer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/364497911226993260-3592288690264899216?l=karelodhara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://karelodhara.blogspot.com/feeds/3592288690264899216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=364497911226993260&amp;postID=3592288690264899216' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/3592288690264899216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/3592288690264899216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://karelodhara.blogspot.com/2011/01/danca-da-morte.html' title='DANÇA DA MORTE'/><author><name>Karel Odhara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06853681284926376829</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-364497911226993260.post-6880569762333671704</id><published>2011-01-04T15:48:00.000-08:00</published><updated>2011-01-08T03:42:00.313-08:00</updated><title type='text'>Mário Quintana</title><content type='html'>Lá, onde tudo se vê, afora eu,&lt;br /&gt;Está o poeta na poeira do livro roto&lt;br /&gt;O jornal que suas mãos macias&lt;br /&gt;E flácidas manusearam&lt;br /&gt;Noticia um assassinato&lt;br /&gt;Lá, o poeta se vê e se esconde&lt;br /&gt;Para não se assustar&lt;br /&gt;O espelho em que se viu,&lt;br /&gt;Embaçado como meus olhos&lt;br /&gt;Que espreitam sua memória,&lt;br /&gt;Reflete o meu anseio &lt;br /&gt;De haver estado com ele&lt;br /&gt;A beber chá de alecrim&lt;br /&gt;Ele gosta?&lt;br /&gt;Sua cama, sua lixeira&lt;br /&gt;Sob a mesa de madeira maciça&lt;br /&gt;Guardam segredos lúcidos que o poeta&lt;br /&gt;Não ousou dizer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, quando eu morrer,&lt;br /&gt;Quero que me veja sorrir de &lt;br /&gt;Sua senilidade sem tamanho,&lt;br /&gt;De seus olhos pertinazes,&lt;br /&gt;De sua eternidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando morrer, serei &lt;br /&gt;Simples como um poeta morto&lt;br /&gt;No seu quarto vazio de tudo,&lt;br /&gt;Exceto de si mesmo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/364497911226993260-6880569762333671704?l=karelodhara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://karelodhara.blogspot.com/feeds/6880569762333671704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=364497911226993260&amp;postID=6880569762333671704' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/6880569762333671704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/6880569762333671704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://karelodhara.blogspot.com/2011/01/mario-quintana.html' title='Mário Quintana'/><author><name>Karel Odhara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06853681284926376829</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-364497911226993260.post-8530329520654698255</id><published>2010-05-20T11:06:00.000-07:00</published><updated>2010-05-20T11:07:43.073-07:00</updated><title type='text'>=)(=</title><content type='html'>&lt;b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LIBERDADE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LABIRINTO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ONDE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TODAS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PORTAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESTÃO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ABERTAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/364497911226993260-8530329520654698255?l=karelodhara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://karelodhara.blogspot.com/feeds/8530329520654698255/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=364497911226993260&amp;postID=8530329520654698255' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/8530329520654698255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/8530329520654698255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://karelodhara.blogspot.com/2010/05/blog-post.html' title='=)(='/><author><name>Karel Odhara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06853681284926376829</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-364497911226993260.post-8136423608315705782</id><published>2010-05-13T22:00:00.000-07:00</published><updated>2010-05-17T12:15:53.454-07:00</updated><title type='text'>Decálogo Quase Alexandrino</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso força, decisão, desejo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso força, uma canção, um beijo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso o ensejo que espanta o torpor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um calor que amadurece, vive, encanta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vento que arrasta a folha e a levanta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Água pra regar do jardineiro a planta &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Canta, afasta o frio da noite nefasta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não adianta nadar sem vencer o rio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chorar uma ferida se não a emplasta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso não arrefecer o brio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/364497911226993260-8136423608315705782?l=karelodhara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://karelodhara.blogspot.com/feeds/8136423608315705782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=364497911226993260&amp;postID=8136423608315705782' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/8136423608315705782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/8136423608315705782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://karelodhara.blogspot.com/2010/05/decalogo-quase-alexandrino.html' title='Decálogo Quase Alexandrino'/><author><name>Karel Odhara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06853681284926376829</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-364497911226993260.post-61703162636448961</id><published>2010-05-13T13:50:00.000-07:00</published><updated>2010-05-13T13:50:17.055-07:00</updated><title type='text'>Crisolíticas</title><content type='html'>A pedra no caminho de Drummond&lt;br /&gt;A terra nas alpercatas que calcei, amor&lt;br /&gt;Sangue, suor e lágrimas&lt;br /&gt;É longínqua a vereda cujos lindes não vejo a cor,&lt;br /&gt;Pois os caracóis desta estrada vão dar em nada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se uma manhã bastasse para te mostrar as sementes que plantei...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu correria para o abraço sem medo de virar sal,&lt;br /&gt;Mas o sal é do mar e meu ser é ar&lt;br /&gt;Martelo enferrujado que soa no seu labor,&lt;br /&gt;Quebra a pedra fundamental&lt;br /&gt;Quebra a pedra fundamental&lt;br /&gt;Quebra a pedra fundamental.&lt;br /&gt;Se o caminho é montanha, prado e dor,&lt;br /&gt;Martelo enferrujado que soa no seu labor,&lt;br /&gt;Quebra a pedra fundamental&lt;br /&gt;Quebra a pedra fundamental&lt;br /&gt;Quebra a pedra fundamental&lt;br /&gt;O tempo de estilhaços da mina se esgotou&lt;br /&gt;A fonte nunca secou&lt;br /&gt;O perfume não cessa de inebriar&lt;br /&gt;Se a trilha que me perdeu é areia, espinho e dor,&lt;br /&gt;Quebra a pedra fundamental.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/364497911226993260-61703162636448961?l=karelodhara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://karelodhara.blogspot.com/feeds/61703162636448961/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=364497911226993260&amp;postID=61703162636448961' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/61703162636448961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/61703162636448961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://karelodhara.blogspot.com/2010/05/crisoliticas.html' title='Crisolíticas'/><author><name>Karel Odhara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06853681284926376829</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-364497911226993260.post-4382562730650034296</id><published>2009-09-17T13:48:00.001-07:00</published><updated>2009-09-17T13:55:09.517-07:00</updated><title type='text'>O Rio das Horas</title><content type='html'>Corre o rio das horas&lt;br /&gt;no verde prado da noite.&lt;br /&gt;O poeta sonha o divino&lt;br /&gt;com as mãos estendidas às pedras&lt;br /&gt;que deve lapidar.&lt;br /&gt;Mas poeta não é poeta,&lt;br /&gt;o que faz é apenas tornar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No rio das horas navega o não-poeta&lt;br /&gt;como se fosse balsa ou folha morta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poeta talha uma palavra que seja amor&lt;br /&gt;no remo de navegar&lt;br /&gt;mas não ouvem de lá.&lt;br /&gt;Passa a margem indiferente&lt;br /&gt;sonhando o dia de aportar.&lt;br /&gt;Não leva o poeta uma caneta,&lt;br /&gt;uma caneca ou flor na lapela&lt;br /&gt;ele é de sonhar.&lt;br /&gt;Corre o rio das horas&lt;br /&gt;e o poeta não se agarra a galhos secos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/364497911226993260-4382562730650034296?l=karelodhara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://karelodhara.blogspot.com/feeds/4382562730650034296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=364497911226993260&amp;postID=4382562730650034296' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/4382562730650034296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/4382562730650034296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://karelodhara.blogspot.com/2009/09/o-rio-das-horas.html' title='O Rio das Horas'/><author><name>Karel Odhara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06853681284926376829</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-364497911226993260.post-7057259765578331495</id><published>2009-08-28T17:09:00.001-07:00</published><updated>2009-08-28T17:18:23.726-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>07:37&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ainda não é dia. &lt;br /&gt;A névoa se dispersa em toda a cidade e permanece nos meus pensamentos. &lt;br /&gt;Os urubus procuram os ratos para comer e as crianças vão à escola; o dia não começou. &lt;br /&gt;O dia começa quando vemos que somos livres. &lt;br /&gt;Então uma aurora perfuma a manhã em que nos levantamos para criar. &lt;br /&gt;Deixo o coração acelerar, a virtude do sangue é fluir. &lt;br /&gt;Melhor pulsar com as pernas agitadas que repousar na sarjeta dos condenados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;07:47&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Manuel Bandeira&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/364497911226993260-7057259765578331495?l=karelodhara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://karelodhara.blogspot.com/feeds/7057259765578331495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=364497911226993260&amp;postID=7057259765578331495' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/7057259765578331495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/7057259765578331495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://karelodhara.blogspot.com/2009/08/0737-mas-ainda-nao-e-dia.html' title=''/><author><name>Karel Odhara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06853681284926376829</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-364497911226993260.post-1698742402458678489</id><published>2009-06-17T11:27:00.001-07:00</published><updated>2009-06-17T11:31:38.638-07:00</updated><title type='text'>uma gota</title><content type='html'>Deixo que o vento leve a saudade&lt;br /&gt;também a tristeza mais tarde&lt;br /&gt;é aquela da manhã em que o vento não veio.&lt;br /&gt;Deixo que a flor me negue sua cor&lt;br /&gt;deixo aos sublimes a lira&lt;br /&gt;aos medíocres a dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu desleixo com o tempo&lt;br /&gt;é o eixo em que gira o torpor...&lt;br /&gt;Oh, mananciais do mundo inteiro,&lt;br /&gt;águas cristalinas dos penhascos todos,&lt;br /&gt;onde encontrar o vigor da palavra&lt;br /&gt;que é firme,&lt;br /&gt;do verso que é cor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por hora, afogo-me no manancial&lt;br /&gt;de areia do deserto da minha vida...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/364497911226993260-1698742402458678489?l=karelodhara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://karelodhara.blogspot.com/feeds/1698742402458678489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=364497911226993260&amp;postID=1698742402458678489' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/1698742402458678489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/1698742402458678489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://karelodhara.blogspot.com/2009/06/uma-gota.html' title='uma gota'/><author><name>Karel Odhara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06853681284926376829</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-364497911226993260.post-420412847975926877</id><published>2009-05-31T12:12:00.000-07:00</published><updated>2009-06-17T11:35:57.477-07:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde está a liberdade que me vazou os olhos e viu o meu interior?&lt;br /&gt;Onde, oh divina natureza, ficou o meu eu a procurar&lt;br /&gt;o ralo por onde desceu minha alegria?&lt;br /&gt;Foi naquele dia&lt;br /&gt;em que o mar revolto rompeu aquelas rochas&lt;br /&gt;e o vento sedimentou estas raízes.&lt;br /&gt;Quero a inocência outra vez, pensar em borboletas a mancharem-se de sol e de lua,&lt;br /&gt;quero cortar a rua sem medo.&lt;br /&gt;O meu ser vazou por esta quase chuva de outono, ela foi voando.&lt;br /&gt;Oh folhas mortas úmidas pela chuvizna quase vinda, enterrem minha dor!&lt;br /&gt;Deite sua mão sobre minha angústia,&lt;br /&gt;eu quero ver a emersão do mundo na paz do silêncio infinito, deusa corcunda.&lt;br /&gt;Dê-me a sombra para um dia de calor,&lt;br /&gt;sua fonte escondida para a sede mortal,&lt;br /&gt;seu fruto sagrado quando a fome avassalar minha ferida.&lt;br /&gt;Vem noite, a liberdade nunca vem!&lt;br /&gt;Mãos fracas anciãs reparam um jardim&lt;br /&gt;e a liberdade nunca veio.&lt;br /&gt;Não veio como veio o vento a soprar-me segredos de chuva leve&lt;br /&gt;e noite morna.&lt;br /&gt;Quero a aurora de todas as flores na minha mão,&lt;br /&gt;mas a liberdade não veio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;     Embargo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;       UnB, 31 de maio de 2009.         &lt;br /&gt;                        14: 07&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/364497911226993260-420412847975926877?l=karelodhara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://karelodhara.blogspot.com/feeds/420412847975926877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=364497911226993260&amp;postID=420412847975926877' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/420412847975926877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/420412847975926877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://karelodhara.blogspot.com/2009/05/blog-post.html' title='...'/><author><name>Karel Odhara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06853681284926376829</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-364497911226993260.post-1922284956137471858</id><published>2009-05-24T12:58:00.000-07:00</published><updated>2010-01-23T08:09:28.220-08:00</updated><title type='text'>Rimas Pobres...</title><content type='html'>As nuvens cobrem todo o céu&lt;br /&gt;e eu as inalaria em apenas um suspiro.&lt;br /&gt;Você é  a água, as estrelas, é mais!&lt;br /&gt;Ah, amiga adormecida na minha dor,&lt;br /&gt;na minha saudade da esperança e do mais,&lt;br /&gt;vivamos os segundos um a um&lt;br /&gt;como calangos sagrados da seca&lt;br /&gt;cobras gigantes famintas de homens no ventre.&lt;br /&gt;Sejamos entre o segundo e a noite na superfície do mundo!&lt;br /&gt;Cheguemos ao fundo!&lt;br /&gt;Encontremos lá a beleza da tua flor&lt;br /&gt;na terra inútil do meu peito.&lt;br /&gt;Vem para minha noite que dela a Lua&lt;br /&gt;é tão bela quanto a sua flor&lt;br /&gt;que rima com a minha dor!&lt;br /&gt;E mais que a Lua,&lt;br /&gt;lá haverá a explosão tímida do seu olhar,&lt;br /&gt;pedra preciosa sem receio além-Atlântico&lt;br /&gt;além-mar!&lt;br /&gt;Vamos amar a sua flor, a minha dor,&lt;br /&gt;a minha Lua, o nosso mar...&lt;br /&gt;Brindemos com a chuva que não vem&lt;br /&gt;o meu suspiro o teu perfume!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/364497911226993260-1922284956137471858?l=karelodhara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://karelodhara.blogspot.com/feeds/1922284956137471858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=364497911226993260&amp;postID=1922284956137471858' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/1922284956137471858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/1922284956137471858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://karelodhara.blogspot.com/2009/05/rimas-pobres.html' title='Rimas Pobres...'/><author><name>Karel Odhara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06853681284926376829</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-364497911226993260.post-3447432855143243557</id><published>2009-05-08T13:23:00.000-07:00</published><updated>2009-05-08T13:41:17.498-07:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>As horas vão-se como abelhas para a flor&lt;br /&gt;o rio mexe os seus galhos escondidos&lt;br /&gt;assusta a noite o poeta versa-dor&lt;br /&gt;são  	&lt;meta name="GENERATOR" content="OpenOffice.org 2.4  (Unix)"&gt;&lt;style type="text/css"&gt; 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 	--&gt; 	&lt;/style&gt;  mistérios divinos a rosa cor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pudesse o vento espantar minha saudade&lt;br /&gt;pudesse a noite adormecer os meu destino&lt;br /&gt;veria o mistério divino&lt;br /&gt;viria o mistério divino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;corre nuvem nesse céu aturdido&lt;br /&gt;corre para o mistério bandido&lt;br /&gt;atravessa o arco invertido&lt;br /&gt;alcança o mistério mentido...&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="CONTENT-TYPE" content="text/html; charset=utf-8"&gt; 	&lt;title&gt;&lt;/title&gt; 	&lt;meta name="GENERATOR" content="OpenOffice.org 2.4  (Unix)"&gt; 	&lt;style type="text/css"&gt; 	&lt;!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bott&lt;/style&gt;&lt;meta equiv="CONTENT-TYPE" content="text/html; charset=utf-8"&gt; 	&lt;title&gt;&lt;/title&gt; 	&lt;meta name="GENERATOR" content="OpenOffice.org 2.4  (Unix)"&gt; 	&lt;style type="text/css"&gt; 	&lt;!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 	--&gt; 	&lt;/style&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;/p&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/364497911226993260-3447432855143243557?l=karelodhara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://karelodhara.blogspot.com/feeds/3447432855143243557/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=364497911226993260&amp;postID=3447432855143243557' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/3447432855143243557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/3447432855143243557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://karelodhara.blogspot.com/2009/05/as-horas-vao-se-como-abelhas-para-flor.html' title='...'/><author><name>Karel Odhara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06853681284926376829</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-364497911226993260.post-982353828602621109</id><published>2009-04-26T07:48:00.000-07:00</published><updated>2009-04-26T07:49:29.947-07:00</updated><title type='text'>SONHA</title><content type='html'>ANDA&lt;br /&gt;NADA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COME&lt;br /&gt;DORME&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CÉU&lt;br /&gt;AZUL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOITE&lt;br /&gt;LIMPA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TARDE&lt;br /&gt;VEM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AMA&lt;br /&gt;ARTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GERME&lt;br /&gt;ASAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CELA&lt;br /&gt;MORTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VOA&lt;br /&gt;VOA&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/364497911226993260-982353828602621109?l=karelodhara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://karelodhara.blogspot.com/feeds/982353828602621109/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=364497911226993260&amp;postID=982353828602621109' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/982353828602621109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/982353828602621109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://karelodhara.blogspot.com/2009/04/sonha.html' title='SONHA'/><author><name>Karel Odhara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06853681284926376829</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-364497911226993260.post-3022253868547169077</id><published>2009-04-07T12:28:00.000-07:00</published><updated>2009-04-07T12:29:58.271-07:00</updated><title type='text'>una greguería</title><content type='html'>Todas las estrellas son tres: la luz, el fuego y el movimiento...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/364497911226993260-3022253868547169077?l=karelodhara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://karelodhara.blogspot.com/feeds/3022253868547169077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=364497911226993260&amp;postID=3022253868547169077' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/3022253868547169077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/3022253868547169077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://karelodhara.blogspot.com/2009/04/una-gregueria.html' title='una greguería'/><author><name>Karel Odhara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06853681284926376829</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-364497911226993260.post-3622411259818643815</id><published>2009-03-30T11:31:00.001-07:00</published><updated>2010-05-13T14:01:26.845-07:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fogo desafia a gravidade&lt;br /&gt;a modernidade é uma chama que se apagou&lt;br /&gt;a pólvora queimou o verso queimou&lt;br /&gt;A mão enferrujada mecânica e torta&lt;br /&gt;atravessa o espaço róseo da manhã no céu&lt;br /&gt;a belicidade atingiu o opúsculo&lt;br /&gt;o crepúsculo atrás dos prédios incendiados&lt;br /&gt;atrás das páginas riscadas versos riscados&lt;br /&gt;vamos para as cinzas e de lá nada lembrará&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;..&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/364497911226993260-3622411259818643815?l=karelodhara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://karelodhara.blogspot.com/feeds/3622411259818643815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=364497911226993260&amp;postID=3622411259818643815' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/3622411259818643815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/3622411259818643815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://karelodhara.blogspot.com/2009/03/blog-post.html' title='...'/><author><name>Karel Odhara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06853681284926376829</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-364497911226993260.post-2864685575062006261</id><published>2009-03-30T11:29:00.000-07:00</published><updated>2011-06-05T12:44:38.059-07:00</updated><title type='text'>Dos Becos</title><content type='html'>Fria a noite invade meu ser&lt;br /&gt;entretanto não desejo ver o dia&lt;br /&gt;que a noite é onde não estou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;lá estou aonde nunca vou&lt;br /&gt;respiro sinto o tempo passar&lt;br /&gt;o Sol virá confundindo a noite&lt;br /&gt;da minha solidão de estranhos ruídos loucos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vou ver o dia nascer&lt;br /&gt;o rio correr a noite voltar&lt;br /&gt;o navio assombrado da alma&lt;br /&gt;a nadar no deserto deixa o meu barco passar&lt;br /&gt;o rio de areia cortar onde vou navegar&lt;br /&gt;deixa o babado rolar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/364497911226993260-2864685575062006261?l=karelodhara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://karelodhara.blogspot.com/feeds/2864685575062006261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=364497911226993260&amp;postID=2864685575062006261' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/2864685575062006261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/2864685575062006261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://karelodhara.blogspot.com/2009/03/dos-becos.html' title='Dos Becos'/><author><name>Karel Odhara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06853681284926376829</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-364497911226993260.post-3218384551942706765</id><published>2008-11-27T11:56:00.000-08:00</published><updated>2008-12-27T16:46:24.643-08:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>Rogo o lapidário do silêncio o talhe na boca do tempo estrepitante do em-si!&lt;br /&gt;Na boca das pedras que ainda clamariam!&lt;br /&gt;E fôssemos surdos ao tilintar dos astros e dos grilos da muda noite aberta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O eco no pó do frenético tatalar das existências tombadas,&lt;br /&gt;O átomo do pensamento congelado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A beleza da flor é perfumada&lt;br /&gt;Porque ela ouve o seu silêncio&lt;br /&gt;No úmido interior de suas pétalas invólucro&lt;br /&gt;Ela não ouve o ruído insuportável da existência!&lt;br /&gt;E fôssemos, não a corola de cores vivas ao sol,&lt;br /&gt;Mas as raízes da mesma flor que enfeita o mundo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim nos amaríamos,&lt;br /&gt;Como no sossego dos teus olhos.&lt;br /&gt;Eu te contemplo e me calo&lt;br /&gt;E peço teu silêncio...&lt;br /&gt;A tua boca em sacrifício no júbilo do pó dos crucifixos,&lt;br /&gt;Das paredes, dos peitos e dos templos!&lt;br /&gt;A tua puta e as pétalas do outono&lt;br /&gt;Na fogueira negra do silêncio!&lt;br /&gt;O sal da terra, o teu suor;&lt;br /&gt;As minhocas são minha fantasia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria que todas as vozes se calassem!&lt;br /&gt;E só, você me ouvisse.&lt;br /&gt;Se fôssemos indiferentes ao tilintar dos astros&lt;br /&gt;Ao ruído insuportável da existência,&lt;br /&gt;Então seríamos um para o outro&lt;br /&gt;Eu queria que você ouvisse o teu silêncio&lt;br /&gt;E o teu silêncio me dizia que íamos amar...&lt;br /&gt;Eu, no ar, solfejava para mim mesmo&lt;br /&gt;No rabo do cometa que em você atinge Vênus&lt;br /&gt;Maquiada de pó de estrelas e suas eternas sombras.&lt;br /&gt;Eu cavalgo no rabo do cometa sem governo do destino ou do acaso.&lt;br /&gt;No vago perverso dos teus confusos olhos&lt;br /&gt;Onde o nada tem a cor aqui de dentro&lt;br /&gt;Dos olhos cerrados, secos, esturricados.&lt;br /&gt;Vênus grita quando explode e nada faz sentido,&lt;br /&gt;Como antes do primeiro grão de areia atravessar&lt;br /&gt;O estreito beco do tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/364497911226993260-3218384551942706765?l=karelodhara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://karelodhara.blogspot.com/feeds/3218384551942706765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=364497911226993260&amp;postID=3218384551942706765' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/3218384551942706765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/3218384551942706765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://karelodhara.blogspot.com/2008/11/blog-post.html' title='...'/><author><name>Karel Odhara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06853681284926376829</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-364497911226993260.post-102121969631050807</id><published>2008-11-25T12:04:00.000-08:00</published><updated>2009-01-17T14:12:37.253-08:00</updated><title type='text'>“Yo tengo la percepción del filósofo que oyó la música de los astros”</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Esta frese aparece em um conto de Rubén Darío, representante e precursor do Modernismo Hispano-americano. Bem, apesar de toda a fantasia, à moda dos contos de fada, do relato, recomendo. O apesar é também porque o que mais me chamou a atenção em dois contos que li, do referido autor, para um trabalho acadêmico foi justamente essa frase, que não se relaciona com o geral do conto. Amei-a assim mesmo. Não sei se tenho tal percepção, mas gostaria. Como é essa música? De silêncio, de puro silêncio eterno. Tento ouvi-la todas as noites, mas caio na imensidão do silêncio que nada no vazio. Essa música quando ouvida, para mim, não passa de um zumbido estranho, um tic tac sem compasso, que pode durar uma noite ou uma vida. Mas é olhando para o céu, tentando ouvir essa música que nos encontramos. Os hispanos e os astros têm uma relação milenar que não conhecemos muito bem, vide os maias e Jorge Drexler na música La edad del cielo. Ontem conversávamos na aula sobre a angústia existencial também presente em uma fase do Modernismo Hispano-americano. Influenciados pelo simbolismo francês, ou pelos franceses de uma maneira quase geral, os modernistas daí gritavam a pergunta que muitos evitam com medo do silêncio. O que é o silêncio do ventre sagrado das mães? É o silêncio de que não nos lembramos, um silêncio negro, como o silêncio da noite. Não nos lembramos nem de tal silêncio nem da dor do nascimento, que deve ser semelhante à dor da morte. A dor de irmos ao desconhecido. Ora, a dor não precisa de linguagem para ser sentida. Digo isto apenas para antecipar uma resposta a um improvável contra-argumento piagetiano, para não parecer idiota ao supor angústia num feto, pois a dor a que sempre me refiro é sinônimo de agonia. Ao mesmo tempo para iniciar o argumento de que a dor angustiante da pergunta que nos fazemos, mesmo inconscientemente, é inerente à vida. A linguagem, a bem da verdade, é uma dor a mais! Pra que tanta dor? Já não bastam as tragédias naturais?! É ou não uma grande sinfonia sem princípio ou fim? É o alfa e o ômega que se pretendeu Deus. É Deus! Por que olhar para tão longe para refletir sobre algo que está também no que não podemos ver, no átomo? Podemos ver os astros? Somos astros, somos oni&amp;shy;, como o quis ser Álvaro de Campos em suas odes, que tento improficuamente imitar. O filósofo na ponta do pelo, o prisioneiro liberto que vê além da sombra, o profeta, o mendigo, eu e as formigas, olhamos para o céu! O céu aqui considerado como tudo o que está acima das nossas cabeças. Não se trata de entender simplesmente, porque isto de nada adiantaria; a vida perderia seu sentido ignorado, que o sentido da vida é ignorar seu sentido para viver. E Deus é o Silêncio!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/364497911226993260-102121969631050807?l=karelodhara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://karelodhara.blogspot.com/feeds/102121969631050807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=364497911226993260&amp;postID=102121969631050807' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/102121969631050807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/102121969631050807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://karelodhara.blogspot.com/2008/11/yo-tengo-la-percepcin-del-filsofo-que.html' title='“Yo tengo la percepción del filósofo que oyó la música de los astros”'/><author><name>Karel Odhara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06853681284926376829</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-364497911226993260.post-196537717375294387</id><published>2008-11-01T17:00:00.000-07:00</published><updated>2011-06-05T12:48:21.099-07:00</updated><title type='text'>Pergunta</title><content type='html'>Onde está a Verdade de todas as coisas?&lt;br /&gt;Dos átomos, das estrelas , das cores e sentidos&lt;br /&gt;Que fremem num pulsar coruscante,&lt;br /&gt;Constante num tempo de crestas ocas&lt;br /&gt;(Vazios em que o badalar das torres,&lt;br /&gt;Dos ponteiros e dos &lt;em&gt;bits&lt;/em&gt; é irrelevante!)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ser de todas as coisas que preexistiram&lt;br /&gt;À eternidade foge-me nas unhas, nos ipês&lt;br /&gt;No medo borgiano de girar sendo eu&lt;br /&gt;E todas as vaidades das Letras,&lt;br /&gt;Das bibliotecas queimadas e por queimar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu consciente sigo a questionar-me onde estará!&lt;br /&gt;Esta vagabunda linguagem, há pouco ignorada,&lt;br /&gt;Soa-me fracamente em imagens etruscas quando oníricas,&lt;br /&gt;Vagalume no fim do túnel da minha pergunta.&lt;br /&gt;Ela não se (me) basta no tempo que conhecemos&lt;br /&gt;Porque apodrece nos livros que nunca lemos.&lt;br /&gt;Onde estará?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não está em mim, por que me foi permitido imaginá-la?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto aos meus dias de árvores e cabanas&lt;br /&gt;E me pergunto por que não perguntava então!&lt;br /&gt;O Sol era apenas a luz de todos os dias,&lt;br /&gt;Nunca se acabaria...&lt;br /&gt;Hoje me volto a ele como a uma religião&lt;br /&gt;Exterminada pelos europeus no século XV!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo loucamente que a pergunta é só minha, pois só a ela tenho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verto a cada Sol o sangue de Paulo,&lt;br /&gt;Porque não de Cristo que infelizmente não morreu&lt;br /&gt;Nem ressuscitou!&lt;br /&gt;(Isto porque o queria mudo por mais tempo!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se me alegro, talvez, porque o solo levemente crestado pelo Sol,&lt;br /&gt;Pelas quimbas,&lt;br /&gt;Dá-nos um verde intenso,&lt;br /&gt;Depois de cem dias de sequidão na pergunta cerradina!&lt;br /&gt;Porque a flor nunca cessa&lt;br /&gt;Na Terra e no mar de estrelas!&lt;br /&gt;Porque nela descanso daqui a zilhões de anos&lt;br /&gt;É que choro e grito a minha pergunta!&lt;br /&gt;Onde estará?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/364497911226993260-196537717375294387?l=karelodhara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://karelodhara.blogspot.com/feeds/196537717375294387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=364497911226993260&amp;postID=196537717375294387' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/196537717375294387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/196537717375294387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://karelodhara.blogspot.com/2008/11/pergunta.html' title='Pergunta'/><author><name>Karel Odhara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06853681284926376829</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-364497911226993260.post-4451127677957824653</id><published>2008-10-30T12:53:00.000-07:00</published><updated>2008-10-30T12:54:22.971-07:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>Na faca da tua boca eu me morro e me deleito&lt;br /&gt;Como andorinha na vidraça da igreja a lançar-se.&lt;br /&gt;Essa faca aceira, eu a quero em meu peito&lt;br /&gt;A trazer de minhas entranhas os bofes da catarse!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! boca da abelha vem me da' o seu escarro&lt;br /&gt;Sangra em mim a sua noite, pois é dado&lt;br /&gt;Que a ventura do poeta é coberta de piçarro,&lt;br /&gt;E, então, vem da tua boca o beijo forte, apoucado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Distanciado estou do seu gume, no horizonte&lt;br /&gt;Onde enerva a insonte frágua da saudade!&lt;br /&gt;Vem por isso anavalhar-me esse corpo de acridade&lt;br /&gt;Na verdura dos meus dias, à beira a bela fonte!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, boca fina de dois gumes, de distância e de saudade&lt;br /&gt;Sangra em mim a tua noite, vem amainar esta ansiedade!&lt;br /&gt;Sou verso penumbrado, errante em monte escarpado&lt;br /&gt;Que busca boca de dois gumes a matar sua veleidade...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/364497911226993260-4451127677957824653?l=karelodhara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://karelodhara.blogspot.com/feeds/4451127677957824653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=364497911226993260&amp;postID=4451127677957824653' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/4451127677957824653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/4451127677957824653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://karelodhara.blogspot.com/2008/10/blog-post_30.html' title='...'/><author><name>Karel Odhara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06853681284926376829</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-364497911226993260.post-5745288838935780927</id><published>2008-10-22T05:50:00.000-07:00</published><updated>2008-10-22T05:51:50.572-07:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>Então as vagas silenciosas e noturnas de Viena&lt;br /&gt;Levem-nos no embalar de sinos de suas catedrais,&lt;br /&gt;Nos becos dos seus segredos, nas esquinas do seu esquecimento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos o Sol nascer de lá!&lt;br /&gt;A vida a escorrer nas ralos inexistentes&lt;br /&gt;Para o mijo sagrado será nosso sorriso,&lt;br /&gt;A imperfeição a rolar em círculos no céu marrom&lt;br /&gt;Repleto de preces esquecidas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Risos afogados como o nosso&lt;br /&gt;E de todos os outros dos Becos de Viena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá as águas lavarão nossos pés,&lt;br /&gt;Os prédios condenados esconderão a nossa alma...&lt;br /&gt;Lá, Viena, veremos o entardecer!&lt;br /&gt;E a única saudade será Viena!...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/364497911226993260-5745288838935780927?l=karelodhara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://karelodhara.blogspot.com/feeds/5745288838935780927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=364497911226993260&amp;postID=5745288838935780927' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/5745288838935780927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/5745288838935780927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://karelodhara.blogspot.com/2008/10/blog-post_22.html' title='...'/><author><name>Karel Odhara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06853681284926376829</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-364497911226993260.post-3867682502345023079</id><published>2008-10-19T12:52:00.000-07:00</published><updated>2008-10-19T12:54:59.463-07:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>A verdade não está no livro senão na traça que o corrói...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/364497911226993260-3867682502345023079?l=karelodhara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://karelodhara.blogspot.com/feeds/3867682502345023079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=364497911226993260&amp;postID=3867682502345023079' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/3867682502345023079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/3867682502345023079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://karelodhara.blogspot.com/2008/10/blog-post.html' title='...'/><author><name>Karel Odhara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06853681284926376829</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-364497911226993260.post-7694955462269356260</id><published>2008-10-19T12:06:00.000-07:00</published><updated>2008-10-19T12:42:00.452-07:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>As minhas preces rolaram no teto marfim-azul do céu&lt;br /&gt;Como Ismália em busca da alma no véu negro-sombra,&lt;br /&gt;Silêncio das anáguas vermelhas da minguante Lua,&lt;br /&gt;Perdidas no mausoléu infinito das crateras do tempo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava lá como uma expectativa,&lt;br /&gt;Entre estrelas e grilos, sussurros e desesperos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que gritar para o Infinito se ele engole&lt;br /&gt;Em seus ocos os ecos da Alma,&lt;br /&gt;Sua prece, minha pergunta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que, se o eterno retorno é mais uma religião secreta&lt;br /&gt;De Nietzsche e muitos outros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei até onde foi minha pergunta,&lt;br /&gt;Onde o seu eco se dissipou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas eram como lágrimas num rosto&lt;br /&gt;Envelhecido pelo constante suspeitar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E rolam até hoje em minha caneta...&lt;br /&gt;Procuramos todos a mesma resposta;&lt;br /&gt;A ela lhe damos um nome só nosso, o nosso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho para o Céu e o Sol vem me atrapalhar&lt;br /&gt;Porque me furta do silêncio da noite,&lt;br /&gt;Do seu crispar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero o distante, o longe, o outro!&lt;br /&gt;Em mim, como eu nele, numa troca constante...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro está tão distante de mim&lt;br /&gt;Como eu das estrelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sol não me permite olhá-lo por sua proximidade...&lt;br /&gt;Apesar disto, não ouve minha prece&lt;br /&gt;E me acorda todos os dias...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/364497911226993260-7694955462269356260?l=karelodhara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://karelodhara.blogspot.com/feeds/7694955462269356260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=364497911226993260&amp;postID=7694955462269356260' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/7694955462269356260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/7694955462269356260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://karelodhara.blogspot.com/2008/10/as-minhas-preces-rolaram-no-teto-marfim.html' title='...'/><author><name>Karel Odhara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06853681284926376829</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-364497911226993260.post-5392207007120859118</id><published>2008-10-10T08:39:00.000-07:00</published><updated>2011-06-05T12:38:33.616-07:00</updated><title type='text'>Eu Vi o Sol Nascer e Morrer Porque Amei</title><content type='html'>O Sol traz todos os dias um rio Heráclito em fogo,&lt;br /&gt;Dissipa chuva, tempestade e mata o mendigo,&lt;br /&gt;Mata o amigo de outrora, queima os versos escondidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele gira e não para até que sejamos estáticos na íris cega,&lt;br /&gt;No galho seco, no tronco torto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo para a vê-lo no âmago do átomo,&lt;br /&gt;Na boca do vulcão, na torre sacrílega medieval,&lt;br /&gt;No tom do horizonte às seis, à hora de morrer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No asfalto corre uma massa, outro rio&lt;br /&gt;De efêmero orvalho na folha preta do XXI,&lt;br /&gt;Nos fios de ondas do vento amargo, jamais indiferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero um cigarro para vê-lo passar e passar,&lt;br /&gt;Quero o seu calor na minha pele&lt;br /&gt;À Hora Absurda da saudade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deita sobre mim aquela serenidade do seu alvorecer&lt;br /&gt;Na flor primaveril, na chuva do verão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leva-me ao teu lado escuro, como à noite ver o sol,&lt;br /&gt;Como ver-te morrer e superá-lo&lt;br /&gt;Vagando na tinta fresca de um livro esquecido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh, Apolo da minha saudade clássica dos banquetes,&lt;br /&gt;Oferta-me teu carrossel à hora de dormir e sonhar&lt;br /&gt;Porque Selene enconde-se na tua luz, em minha sombra&lt;br /&gt;Por vaidade ou resignação!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leva-me ao horizonte vertical que veem teus olhos,&lt;br /&gt;Guarda-me no teu seio&lt;br /&gt;Para que eu descanse na sua dissimulação&lt;br /&gt;De noite e o veja renascer estupefato e sombrio&lt;br /&gt;Porque Selene me conquistou!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/364497911226993260-5392207007120859118?l=karelodhara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://karelodhara.blogspot.com/feeds/5392207007120859118/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=364497911226993260&amp;postID=5392207007120859118' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/5392207007120859118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/5392207007120859118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://karelodhara.blogspot.com/2008/10/eu-vi-o-sol-nascer-e-morrer-porque-amei.html' title='Eu Vi o Sol Nascer e Morrer Porque Amei'/><author><name>Karel Odhara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06853681284926376829</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-364497911226993260.post-8430432160391236380</id><published>2008-09-05T11:46:00.000-07:00</published><updated>2011-06-05T12:29:51.990-07:00</updated><title type='text'>Perguntas, respostas e silêncios</title><content type='html'>São milhares de perguntas que não foram feitas, que não foram respondidas, que não foram pensadas. Precisamos, entretanto, acostumar-nos com o silêncio de algumas situações em que somos levados a crer que não é possível obter qualquer resposta... Isto sim é angustiante. Mas... o que importa é que podemos perguntar, mesmo sem resposta, pensar, mesmo sem pergunta, inquirir, mesmo sem interlocutor? Não! Isto não é possível. Precisamos, no mínimo, de um interlocutor. Ah, mas às vezes somos nosso próprio interlocutor. Sim! Somos, talvez na maioria das vezes, mas esta é uma questão inferior. Sim, inferior porque exatamente agora eu sou o meu interlocutor, apenas eu me ouço, sem entender-me supostamente! Quem poderia dar a resposta para pergunta que não conseguimos responder para nós mesmos? Deus? Improvável! O que buscamos vai além de Deus? Por que? Porque nós somos deuses, toda as verdades se encontram no cerne do nosso ser, como diria Beauvoir. E nesse cerne está o nada, o silêncio, o vácuo. Mas se tem o vácuo aí, então, não se trata do nada. Onde há o vácuo não há nada! Estranho! Sim, estranhíssimo! Não sei muito bem o que os filósofos têm pensado sobre o nada, não li muita coisa, mas penso que é uma questão capital para a Filosofia. Nada nos ampara, nada funciona, nada dá certo, nada, nada, nada. Então preenchemos o nosso ser com tudo o que o mundo pode nos oferecer: drogas, religião, que é a mesma coisa, sexo, cultura, linguagem, relações. Nos relacionamos com tudo o que nos cerca, extrapolamos os nossos limites através das perguntas sem resposta. Extrapolamos através dos vazios da alma, dos vazios do mundo. A nossa alma? Onde está ela? No cérebro? Talvez, porque no coração é que não está. Quer dizer, não sei, a alma me remete a movimento. A alma de qualquer coisa, parece-me, é o movimento que faz qualquer coisa. Ufa, depois de descobrir que existem elétrons à volta do núcleo dos átomos que se movimentam constantemente, ciclicamente, irresolutamente, descobri que a saída é o movimento. Precisamos movimentar-nos. Na verdade, se consideramos que os átomos sem fim do nosso corpo não param de se movimentar em nenhum lapso de milésimo de segundo, compreendemos que também não paramos. Podemos ao menos tirar uma lição da experiência que parece nos estacionar, que parece embargar nossas vozes...&lt;br /&gt;É como se fosse um grande vão. A frincha da porta, por onde entravam, nos tempos de menino, as assombrações que nossas mães nos ensinaram a temer. A sombra da roupa no varal sempre me assustou. Hoje digo à minha sobrinha não há nada, é só a roupa agitada pelo vento, é um pombo, um cachorro, um gato no telhado. Antes não dormia porque todos os ruídos me atrapalhavam. Hoje não durmo porque o silêncio ensurdece à noite e emudece ao dia. Não tenho mais os ruídos, mas, sim, os silêncios, os vazios, as mentiras. Grito e espero o eco que não reverbera além da minha cabeça, pergunto você ouviu isto? Mas do vão só vem a mentira, a esperança de fuga, de escape. Mas se atravesso, espremido, o espaço entre a porta e o chão, percebo o inferno do vazio que comprime para uma diminuição eterna até que se chegue à fração de nada. O sol está todas as manhãs lá, às vezes mais ao norte, às vezes mais ao sul, às vezes entre nuvens ou entre brumas, mas está lá. Ilumina. Brilha, gira, roda, reflete. Ai se ele não o fizesse, ai se ele não nascesse inexoravelmente. Acostumar-nos-íamos às trevas? Pensava que o silêncio estivesse relacionado às trevas, mas descobri que não. O sol nasce silencioso. A Lua brilha silenciosa. O silêncio talvez esteja relacionado ao estático, ao não-movimento. Tudo grita para que se mexa. Borges disse que alguém disse que uma pedra quer continuar sendo uma pedra, como um tigre quer continuar sendo um tigre, como o homem quer continuar sendo um homem. Em que nos transformaremos além de pó, e de flores ou estrume? Memória indesejável porque provoca dor? Saudade? Não nos tornaremos nada, nem posso dizer que nos tornaremos nada, porque a grande aporia do nada para mim é que como é possível que nada seja nada sendo alguma coisa, então ele é o indefinível como este texto, nada como este texto no tempo que o apagará, lá onde não haverá o movimento nem dos meus olhos que o perscrutará à procura de uma resposta secreta, silenciosa, nas minhas palavras...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/364497911226993260-8430432160391236380?l=karelodhara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://karelodhara.blogspot.com/feeds/8430432160391236380/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=364497911226993260&amp;postID=8430432160391236380' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/8430432160391236380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/8430432160391236380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://karelodhara.blogspot.com/2008/09/perguntas-respostas-e-silncios.html' title='Perguntas, respostas e silêncios'/><author><name>Karel Odhara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06853681284926376829</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-364497911226993260.post-8203041520927036062</id><published>2008-07-22T13:52:00.001-07:00</published><updated>2008-07-22T13:52:55.537-07:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>A TERRA ESTÁ PARADA E O INFINITO É QUE SE MOVE...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/364497911226993260-8203041520927036062?l=karelodhara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://karelodhara.blogspot.com/feeds/8203041520927036062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=364497911226993260&amp;postID=8203041520927036062' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/8203041520927036062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/8203041520927036062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://karelodhara.blogspot.com/2008/07/blog-post_22.html' title='...'/><author><name>Karel Odhara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06853681284926376829</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-364497911226993260.post-3162281569176259144</id><published>2008-07-09T13:33:00.004-07:00</published><updated>2011-06-05T12:52:29.187-07:00</updated><title type='text'>Persignar-se</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Sou da maçada sacada calada&lt;br /&gt;Sou dos versos ocultos, sou nada&lt;br /&gt;A boca do beijo estalado&lt;br /&gt;E o toque do corpo silenciado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Sou fado fadado a morrer emudecido&lt;br /&gt;No toque do corpo não esquecido&lt;br /&gt;Vivido na ideia de haver mundos afins&lt;br /&gt;De haver boca na boca, florins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De haver "sins" sinos tocados na igreja&lt;br /&gt;Sinestesia dentro da alma que sofre e peja&lt;br /&gt;Talvez eu te veja como qualquer transeunte&lt;br /&gt;Na porta da igreja em ruínas fechada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sacada calada acabada arruinada&lt;br /&gt;À beira do ridículo execrado&lt;br /&gt;Sou à beira do mais doce verso ocultado&lt;br /&gt;Sou o pejo e o fado, sou dado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que gira e não para de vinte faces&lt;br /&gt;Sou amor vendido por dois asses&lt;br /&gt;Sou pardal ferido pelo fundibulário&lt;br /&gt;Sou cristão, não uso escapulário&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/364497911226993260-3162281569176259144?l=karelodhara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://karelodhara.blogspot.com/feeds/3162281569176259144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=364497911226993260&amp;postID=3162281569176259144' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/3162281569176259144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/3162281569176259144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://karelodhara.blogspot.com/2008/07/persignar-se.html' title='Persignar-se'/><author><name>Karel Odhara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06853681284926376829</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-364497911226993260.post-2369061887886300844</id><published>2008-07-03T14:11:00.000-07:00</published><updated>2008-07-03T14:17:38.258-07:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>Deixemos as respostas para depois. Os vínculos se fazem nas perguntas. Nenhuma resposta nos satisfaz. A igreja, a Academia, a Arte e o resto apenas tentam. Sufocamo-nos com a luz dos &lt;em&gt;out doors&lt;/em&gt; e resfolegamos a cada crepúsculo. E cada Aurora anuncia um novo mundo. Você se cala e nós nos entregamos nos olhares e nas fugas. As noites fecharam os olhos e minhas mãos pressionam os meus, à procura da fagulha dos seus. Perco-me nas horas da tua ausência, e quando está, é apenas um sol que ilumina, mas que há oito minutos se perdeu no horizonte. Este é o meu silêncio, nas palavras que nunca serão lidas, nas perguntas que nunca serão feitas, nas respostas que nunca serão dadas. Lembrar-me-ei de você como uma árvore plantada na minha infância, arrancada prematura para lenha. Ou como um rosa alheia que apenas planejei roubar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/364497911226993260-2369061887886300844?l=karelodhara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://karelodhara.blogspot.com/feeds/2369061887886300844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=364497911226993260&amp;postID=2369061887886300844' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/2369061887886300844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/2369061887886300844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://karelodhara.blogspot.com/2008/07/blog-post.html' title='...'/><author><name>Karel Odhara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06853681284926376829</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-364497911226993260.post-5746254502150324159</id><published>2008-06-29T18:11:00.000-07:00</published><updated>2011-06-05T12:55:19.647-07:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>Um cometa pode viajar anos luz sem trombar num resto qualquer de explosão. Entretanto se pudesse contemplaria todas as faíscas ao seu redor em sua extensa viajem. Ouso uma comparação com a vida. Posso viajar “anos luz” sem trombar com a morte, mas o diferente é que posso contemplar todas as faíscas. E por isto tento a todo custo aproximar-me delas, ou seja, busco trombar com a morte. Com a morte não se o que contemplo se trata de outra vida, outra existência consciente. Ela também busca a aproximação. Falo, mas as palavras estão em mim. O que os outros veem ou ouvem disto é apenas uma poeira envelhecida em um móvel destruído pelo cupim. E tudo brilha para ser lembrado. O homem ao descobrir o fogo e a tocha, buscava iluminar o rosto do outro, não o próprio. Talvez buscasse algo semelhante, a fim de anular sua solidão na busca, e via apenas luz. Constante e silenciosa, soberba e envelhecida como o meu desejo de trombar para sentir. Avanço outro ano e as faíscas continuam lá. As estrelas que realmente contemplo nunca se apagarão; estarão acesas ainda que em minha memória no rio vácuo da saudade. Navego nele, como os cometas, nunca aporto, como os navios fantasmas, mas chego em mim. Encontro-me na busca pelo não-eu, e de lá saio solitário como lá entrei. Percebo, não obstante, estupefato e intrigado, que eu preencho o mundo, embora seja vazio. E ele ao mesmo tempo me preenche com o que nele coloco, num fluir mútuo nos ocos silenciosos da minha solidão. Eu viajo em mim. Sabe qual o momento que eu me encontro com o outro? Quando ele se encontra em mim e apenas se ele fizer barulho, não adianta apenas brilhar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/364497911226993260-5746254502150324159?l=karelodhara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://karelodhara.blogspot.com/feeds/5746254502150324159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=364497911226993260&amp;postID=5746254502150324159' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/5746254502150324159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/5746254502150324159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://karelodhara.blogspot.com/2008/06/blog-post.html' title='...'/><author><name>Karel Odhara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06853681284926376829</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-364497911226993260.post-526684787100366470</id><published>2008-06-26T14:22:00.000-07:00</published><updated>2008-06-26T14:26:05.987-07:00</updated><title type='text'>IDA</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Quero escrever a minha história&lt;br /&gt;Com meu sangue, com meu punho&lt;br /&gt;Que eu me zangue neste cunho,&lt;br /&gt;Mas que eu tenha a vitória&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E a escória desta medíocre vida&lt;br /&gt;Embaraça ainda mais a minha ida&lt;br /&gt;Alegrias e tristezas desta lida&lt;br /&gt;São pessoas como Tu e como Eu&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tu no silêncio magno teu&lt;br /&gt;Eu no meu lirismo inebriante&lt;br /&gt;Tu, no sorriso inserto&lt;br /&gt;Nos lábios de silêncio marcante&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Envolves-me num concerto, conserto&lt;br /&gt;A alma de um triste viajante&lt;br /&gt;Doravante eu aceito a minha lida&lt;br /&gt;Com sangue suor e ferida&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E recolho os cacos espalhados pela estrada&lt;br /&gt;Espelhados pelo sangue vertido&lt;br /&gt;Declaro: teu silêncio é tudo e mais nada&lt;br /&gt;E deixo os versos de um triste poetóide ido.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/364497911226993260-526684787100366470?l=karelodhara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://karelodhara.blogspot.com/feeds/526684787100366470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=364497911226993260&amp;postID=526684787100366470' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/526684787100366470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/526684787100366470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://karelodhara.blogspot.com/2008/06/ida.html' title='IDA'/><author><name>Karel Odhara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06853681284926376829</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-364497911226993260.post-4525842950869026515</id><published>2008-06-25T12:41:00.000-07:00</published><updated>2008-06-26T13:26:30.035-07:00</updated><title type='text'>As Estrelas</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O pêndulo do relógio do céu tem apenas duas extremidades no seu repetido movimento &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;zilenar&lt;/span&gt;; a extremidade clara e a escura...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Faz&lt;/span&gt; quatro dias que começou o inverno e o frio chegou um pouco antes nas sombras do outono. Ainda ao meio-dia sente-se o calor insuportável, mas basta o retiro de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;teto&lt;/span&gt; de concreto para a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;gelidez&lt;/span&gt; chegar pelas mãos. Elas quase paralisam, mas insistem em escrever, depois de toda a tarde diante do computador; a alma fora supostamente. Mas a noite quase chega pela janela e eu as cumprimento em segredo. Todo o &lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;stress&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; das oito horas diárias de trabalho, os seis &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;ônibus&lt;/span&gt;, as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;grosserias&lt;/span&gt; do cobrador, o constrangimento resignado com o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;incômodo&lt;/span&gt; que causo a todos com o cheiro do cigarro, dissipam-se ao contemplá-las. Quando descobri a encontrar o Cruzeiro do Sul no céu, foi como um segredo que elas me contaram. Lembro-me da impaciência comigo ao apontarem os braços frenéticos para onde ele deveria estar, mas eu não via, perdia-me na imensidão de sua cintilação. Então um dia eu enxerguei acidentalmente essa cruz no sul da terra, e não do céu; era outono de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;ipês&lt;/span&gt; de aura &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;marrom&lt;/span&gt;, como este nesta cidade a céu aberto, e timidamente as nuvens se retiraram por completo, limpando-o para que sua negrura me desolasse. Estive perdido por horas certificando-me que de que se tratava da cruz certa; e tive certeza.&lt;br /&gt;Quando me disseram que as estrelas viviam tantos anos quantos eu não pudesse contar e eram tantas quanto pudesse haver tempo e, apesar disto ou por isto, todos os dias alguma se apagava sem que eu pudesse saber qual era, me desesperei, procurei inutilmente alguma que tivesse a luz &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;esmaecida&lt;/span&gt; na intenção de vê-la morrer, para sentir-me mais velho que ela. Não as invejo porque se eu fosse uma delas e tivesse alguma consciência de si, não seria, em seus &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;bilênios&lt;/span&gt; de areia, possível contemplá-las como faço. Contemplo-as e aos homens, se brilhasse em um badalar contínuo de patas de grilos, não me importaria com os homens, nem os perceberia. Então não me perceberia, não seria eu sendo uma estrela. Um eu estrela. Não seria porque teria tempo apenas para brilhar e explodir e brilhar e explodir, atravessando os séculos dos séculos até chegar no céu. Embora as vejamos, se tem um lugar onde as estrelas não estão é no céu. Elas estão tão longe que lá já não é céu, mas imensidão e saudade.&lt;br /&gt;Pensei por muito tempo que apenas eu sabia a localização &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;exata&lt;/span&gt; da cruz. Desiludi-me quando descobri que, embora os dedos apontassem aparentemente para lugares diferentes, as estrelas eram tão grandes que poderiam estar na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;reta&lt;/span&gt; dos dedos de todas as mãos que quisessem encontrar uma cruz no céu. Desapontei-me profundamente e quis esquecer sua localização. Mas as noites deste inverno de céu claro e desanuviado estampam suas quatro pontas e não há lente para os olhos; apenas o Sol pode ofuscá-las ligeiramente enquanto pende para o Norte o seu curso a fim de veranear ou ocultar outras cruzes.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/364497911226993260-4525842950869026515?l=karelodhara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://karelodhara.blogspot.com/feeds/4525842950869026515/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=364497911226993260&amp;postID=4525842950869026515' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/4525842950869026515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/4525842950869026515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://karelodhara.blogspot.com/2008/06/as-estrelas.html' title='As Estrelas'/><author><name>Karel Odhara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06853681284926376829</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-364497911226993260.post-9057397706246276651</id><published>2008-06-24T13:47:00.000-07:00</published><updated>2008-06-26T13:27:24.893-07:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;O pêndulo do relógio do céu tem apenas duas extremidades no seu repetido movimento zilenar; a extremidade clara e a escura...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/364497911226993260-9057397706246276651?l=karelodhara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://karelodhara.blogspot.com/feeds/9057397706246276651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=364497911226993260&amp;postID=9057397706246276651' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/9057397706246276651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/9057397706246276651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://karelodhara.blogspot.com/2008/06/o-pndulo-do-relgio-do-cu-tem-apenas.html' title='...'/><author><name>Karel Odhara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06853681284926376829</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-364497911226993260.post-666082944663756017</id><published>2008-06-22T14:24:00.000-07:00</published><updated>2008-06-26T13:29:01.294-07:00</updated><title type='text'>do mesmo baú...</title><content type='html'>&lt;a name="_Toc156235837"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#003300;"&gt;&lt;strong&gt;Fria boca quente&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#003300;"&gt;&lt;strong&gt;Tua mão, teu coração&lt;br /&gt;Meu sonho, paixão&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#003300;"&gt;&lt;strong&gt;Tua mão quente&lt;br /&gt;Teu riso frio&lt;br /&gt;Nos olhos rio&lt;br /&gt;Nos lábios sente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tão demente&lt;br /&gt;Que chora um rio&lt;br /&gt;Do riso frio&lt;br /&gt;Da boca quente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que ao vento esfria&lt;br /&gt;A poesia&lt;br /&gt;O amor, o rio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a boca sente&lt;br /&gt;A boca quente&lt;br /&gt;Tua mão fria&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/364497911226993260-666082944663756017?l=karelodhara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://karelodhara.blogspot.com/feeds/666082944663756017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=364497911226993260&amp;postID=666082944663756017' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/666082944663756017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/666082944663756017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://karelodhara.blogspot.com/2008/06/do-mesmo-ba.html' title='do mesmo baú...'/><author><name>Karel Odhara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06853681284926376829</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-364497911226993260.post-8406959300778026465</id><published>2008-06-22T12:43:00.000-07:00</published><updated>2011-06-05T12:57:09.071-07:00</updated><title type='text'>Utopia em construção</title><content type='html'>Um exercício importante para o escritor, e falo das recomendações de Márquez no prefácio de &lt;em&gt;Doze contos peregrinos&lt;/em&gt;, é jogar algumas coisas no lixo. Nunca fiz isto. Por mais que tenha certeza de que algumas produções nunca serão lidas, porque as esconderei para sempre, elas são segredos meus. Rio comigo mesmo de algumas coisas que já escrevi, às vezes o riso desesperador; eu posso saber o quanto sou ruim, para as outras pessoas eu simulo com algumas linhas que me agradam. Quase sempre incorro no erro de pensar que pelo menos dois dos meus amigos (pouquíssimos) vão compartilhar da minha alegria por um verso, e um apenas se interessa por outro. O que estava riscado à caneta no original datilografado. Por um instante penso em desobedecer a recomendação do mestre, e lembro de outro mestre hispano-americano que chama de filhos os escritos. Concordo com Julio Cortázar, e por isso sempre mostro alguma coisa resgatada do fundo do baú, afinal sempre se exibem os filhos, os feios ou não.&lt;br /&gt;Concorri com este poema num prêmio de poesia do Sesc tem uns três ou quatro anos. Só sei que se fui classificado, foi depois do trigésimo. Felizmente para nossa quase "satisfação", um dos meus amigos participantes do concurso ganhou o trigésimo. Com isso teve direito a alguns exemplares da publicação. Que inveja! Por esse motivo este poema não virou cinzas, eles, enquanto escolhíamos os poemas, concordaram que "Utopia em construção" merecia participar do concurso. Essa deve ter sido uma das trinta vezes que três pessoas concordaram sobre um de meus poemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;a name="_Toc156235836"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;em&gt;Utopia em construção&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;em&gt;Sou na noite calada(o) quando quero falar&lt;br /&gt;‘Stou no vazio da noite e quero calar&lt;br /&gt;quero mar e versos confusos, sentimentos difusos&lt;br /&gt;nas brumas, efusões, confusões e parafusos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Brasília, merencório sou teu na madrugada&lt;br /&gt;Deixa-me voar em tua noite alada&lt;br /&gt;Silenciosamente choro, só seu céu me vê&lt;br /&gt;Sonho em teus prédios, minha crê&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Minh’alma g(j)ê geme leme a oeste&lt;br /&gt;Trezentos e sessenta graus&lt;br /&gt;Você tão bela, sem mar e sem naus&lt;br /&gt;Sem par no tempo espaço, triste como eu&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Seu milagre em cinco anos deu(?)!&lt;br /&gt;Feliz cidade para cinco eternidades&lt;br /&gt;Para me matar você valeu!&lt;br /&gt;E para todos os homens de verdade&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Que em tuas cidades sofismam&lt;br /&gt;E em tuas catedrais “carismam”&lt;br /&gt;Nas cátedras abismam abissal&lt;br /&gt;A realidade de ser pobre e ser mau&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ou ser negro, pelego, real&lt;br /&gt;Sou autêntico para ti minha cidade&lt;br /&gt;Você que só me fez o mal&lt;br /&gt;Você que diz ser o Brasil emergente de verdade!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cala, cidade, cala feliz cidade feliz&lt;br /&gt;Lança meu choro em teu entulho&lt;br /&gt;Lança, ninguém me ouvirá, há barulho&lt;br /&gt;Lança por teu orgulho.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Lanço-me num show na Esplanada dos Ministérios&lt;br /&gt;Quero tua noite, quero teus mistérios&lt;br /&gt;‘Stou aqui, cansado de você&lt;br /&gt;sonho em teus prédios, minha alma crê...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;em&gt;,14 de outubro de 2003&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/364497911226993260-8406959300778026465?l=karelodhara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://karelodhara.blogspot.com/feeds/8406959300778026465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=364497911226993260&amp;postID=8406959300778026465' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/8406959300778026465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/8406959300778026465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://karelodhara.blogspot.com/2008/06/um-exerccio-importante-para-o-escritor.html' title='Utopia em construção'/><author><name>Karel Odhara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06853681284926376829</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-364497911226993260.post-5868898752646171959</id><published>2008-06-22T10:30:00.000-07:00</published><updated>2008-06-26T13:32:36.506-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;O tempo é uma jaula que diminui progressivamente e nos espreme, nos retalha em ínfimos pedaços de estrelas...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/364497911226993260-5868898752646171959?l=karelodhara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://karelodhara.blogspot.com/feeds/5868898752646171959/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=364497911226993260&amp;postID=5868898752646171959' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/5868898752646171959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/5868898752646171959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://karelodhara.blogspot.com/2008/06/o-tempo-uma-jaula-que-diminui.html' title=''/><author><name>Karel Odhara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06853681284926376829</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-364497911226993260.post-8088598018534322658</id><published>2008-06-20T13:10:00.000-07:00</published><updated>2011-06-05T12:59:21.537-07:00</updated><title type='text'>Da origem</title><content type='html'>É uma prece! Uma longa oração aos poderes mais líquidos da poiesis&lt;em&gt;&lt;/em&gt; que abrange tudo o que não se abrangeu. O meu destino é de muito trabalho. Isto não é uma faina, não, é apenas um sussurro, um alento fraco e intermitente que solto antes de acordar. "O grande meio-dia". Ele virá, então dormirei como meu mestre sob a árvore mais frondosa, com os frutos mais suculentos, será meu paraíso. Estarei dormindo supostamente, mas as vistas alcançarão de longe o horizonte de onde venho, olharei para trás, sem nenhum remorso de ter sido grande, verei as aves que retornam para suas casas secretas nas montanhas e compartilharei com elas a alegria de sempre olhar de cima. Isto é este blog!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/364497911226993260-8088598018534322658?l=karelodhara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://karelodhara.blogspot.com/feeds/8088598018534322658/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=364497911226993260&amp;postID=8088598018534322658' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/8088598018534322658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/364497911226993260/posts/default/8088598018534322658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://karelodhara.blogspot.com/2008/06/da-origem.html' title='Da origem'/><author><name>Karel Odhara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06853681284926376829</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
